A Fábrica de Chapéus Cury nas lentes de Fabio Fantazzini.
Primeira vez: “A primeira vez que entrei na fábrica de chapéus Cury foi em 1991. Foi uma experiência inesquecível, tanto do ponto de vista fotográfico como pela estética do local, as máquinas, as pessoas, um lugar que parecia parado no tempo, mas um tempo muito anterior ao de sua fundação. Era um mundo totalmente diferente de tudo o que eu imaginava. Foi e ainda é uma viagem no tempo.”
As fotos: “As fotografias que tirei ali foram expostas em várias galerias e bares de Campinas, bem como no circuito do Instituto Itaú Cultural. Atualmente, algumas fotos dessa época fazem parte do acervo do Museum of Fine Artes of Huston. Foram publicadas nos Estados Unidos, na revista Camera & Darkroom, edição de fevereiro de 1993, em forma de ensaio documental, sob o título de - O limite da Luz-.”
As fotos: “As fotografias que tirei ali foram expostas em várias galerias e bares de Campinas, bem como no circuito do Instituto Itaú Cultural. Atualmente, algumas fotos dessa época fazem parte do acervo do Museum of Fine Artes of Huston. Foram publicadas nos Estados Unidos, na revista Camera & Darkroom, edição de fevereiro de 1993, em forma de ensaio documental, sob o título de - O limite da Luz-.”
De volta à fábrica: “Voltar a fotografar a fábrica 21 anos depois foi como entrar de novo numa máquina do tempo. As mudanças foram muitas, mas pra mim era como se não tivessem ocorrido. As fotos desta segunda fase carecem de conteúdo documental formal, coisa que foi bem mais forte na primeira incursão. Porém, registram de forma fiel esse vasto ambiente. Registram mais o vazio, detalhes e resíduos do manuseio de materiais, falam sobre uma época, como sempre falaram e falarão. Só quem conhece o local e sua história, bem como sentiu o vapor das máquinas e seu ruído, podem avaliar as sensações de deslocamento, de viagem temporal.”
Formatos: “Os formatos utilizados para registrar a fábrica foram 35 mm, 6x6 e 6x9 cm. Em 1991 foi utilizada uma Leica com duas objetivas para registro geral, e filmes com ISO 3200. Nesta segunda fase foi utilizado equipamento de médio formato, e filmes de ISO 400. Hasselblad e Fujica 6x9. “
Revelando as fotos: “A sensação de ver uma foto aparecer na bandeja é uma emoção que se renova há 38 anos, no meu caso. Sempre parece que é a primeira vez que estamos vendo o processo se concretizar. E quando a foto supera a expectativa que tínhamos, essa sensação nos mostra que todo o esforço, o caminho que tivemos até ali valeu a pena. E sempre vale. Sempre.”


